sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Eleições Legislativas 2009 – O meu manifesto











Eleições Legislativas 2009 – O meu manifesto

Relativamente à política, sou apologista de uma ideia, que ouvi o meu pai dizer no meio de uma discussão de café, há uns 20 anos.
O discurso era mais ou menos este:

“ A politica não deve ser levada como o futebol, em que somos de um clube, caso perca ou ganhe, jogue bem ou mal, “engane-se” o arbitro a nosso favor ou não. Em que seremos sempre do mesmo clube, estejam lá os jogadores A, B, ou C, ou o treinador X, Y ou Z.
Na politica, ao sermos assim, clubitas, corremos o risco de apoiar e votar, em cores, em ideologias que até nos parecem bem, mas que na realidade jamais poderão ser colocadas em prática. Corremos também o risco de votar em pessoas que achamos incompetentes e/ou desonestos que, tendo chegado a cabeças de cartaz do nosso clube… perdão… partido, estaremos a eleger para governar as nossas freguesias, câmaras ou país.”

Desde então que sigo esta observação do meu pai, que me permite em cada momento de eleições tomar aquela que acho ser a melhor decisão. Para me ajudar a fundamentar a forma como voto, presto atenção ao que fizeram anteriormente, ao percurso que tiveram, e às ideias que apresentam, dando sempre um desconto no conteúdo devido a serem políticos.

Para evidenciar este pensamento, posso dizer que já votei na CDU, em eleições autárquicas, PS, PSD e CDS-PP em legislativas. O meu voto dependeu sempre de quem esteve à frente de cada partido.

Hoje em dia, identifico-me com o seguinte ( independentemente de ser mais à esquerda ou à direita ):


JUSTIÇA
- Mais e melhor justiça.
Mais rápida, mais pesada para criminosos apanhados em flagrante delito ( roubo, violações). Deportações imediatas de imigrantes que cometam crimes leves e posteriores ao cumprimento de pena no caso de crimes graves. Existência de trabalhos forçados para quem comete crimes graves.
Justiça para todos, sejam eles quem forem (políticos, banqueiros, médicos, advogados, embaixadores, policias). Crimes como os do BPN, BPP, Casa Pia…não podem ficar impunes;

OBRAS PÚBLICAS
- Mais e melhores Obras.
Aeroporto Novo ( ou remodelação/modernização), 3ª travessia do Tejo, Melhores acessos para o interior do país e para o litoral alentejano, mais Hospitais, mais uma ou duas Faculdades de Medicina ( chega de importar médicos, chega de exportar alunos de medicina ); Centrais de produção de energia através de ondas;
- Existência Obrigatória de Concursos Públicos para obras acima de 1.000.000€, mas também rapidez na decisão sobre os processos das Obras ( não faz sentido esperar 20 ou 30 anos pela realização de obras já pensadas pelos nossos avós ).
Existir uma fiscalização activa da gestão de orçamentos de Obras Públicas. Não faz sentido as Obras Públicas, terem invariavelmente aumento de custos de 50% e de vários anos de atraso ( Como seria se fosse assim nas empresas ou em nossas casas ). Alguém anda a ser incompetente (no mínimo) e tem de se alterar esta forma de estar.

CIDADANIA
- Não permitir o desempenho de cargos em empresas públicas, ou com participação
pública de pessoas com cadastro. Pessoas que já tenham sido condenadas, por um
qualquer crime, não podem estar a desempenhar cargos pagos por todos nós.

EDUCAÇÃO
- Professores avaliados ( se não por este método, que seja por outro ). Não é possível deixar de avaliar os professores. Todos os eleitores já foram alunos, e de certeza que se lembram de ter tido professores, sem categoria, sem educação, sem vontade.
- Maior exigência aos alunos. Não digo para a escola voltar ao que era nos anos 60, mas pelo menos ao que era nos anos 80,90, em que um aluno que faltasse muito chumbava, em que um aluno que não soubesse, ler ou escrever chumbava. Não é possível que os professores sejam espancados nas escolas, não é possível que os professores não tenham o respeito dos alunos e vice-versa. Não pode ser possível que um professor tenha de passar um aluno de ano, quando este não atingiu os objectivos.


ECONOMIA, FINANÇAS e SEGURANÇA SOCIAL
- Existir um aumento de impostos de 1% sempre que o valor liquido a receber ( depois do vencimento, prémio, isenções de horários, subsidio de almoço, diuturnidades ) seja superior a 5000€ por mês ( liquido );
- Tornar os valores que políticos em actividade ou não recebem de reforma, paga pelo estado não seja superior a 20 vezes o ordenado mínimo nacional ( ou seja que o máximo de reforma pago pelo estado seja de +-8000€). O objectivo é que estes senhores, não possam receber reforma deste, e daquele e do outro serviço do Estado ( Câmaras, Juntas, Militares, PT, CP, CTT, EDP, REN, Companhia das águas, Televisão, Banco de Portugal, Caixa Geral Depósitos, Institutos…) acumulando reformas enormes, muitas vezes devido a pouquíssimos anos de serviço.
- Permitir a reforma para as classes politicas e outras do mesmo tipo apenas aos 65 anos, seguindo a prática adoptada para a restante população.
- Modificar a forma de atribuição dos Subsídios de Reinserção e Subsídios mínimos, para que seja atribuído de facto a quem dele necessita; Melhorar a fiscalização de quem o recebe. Exigir a quem o receber, que frequente acções de formação, e de trabalho comunitário.
- Existirem 3 tipos de IRC, para taxar as empresas dependendo do ramo de actividade em que trabalham. Empresas e/ou negócios relativos ao Sector Primário, pagariam menos, sendo seguido pelo Sector Secundário e por fim o Sector Terciário;
- Agilizar, o reembolso do IVA;
- Agilizar a forma de apresentar os Projectos candidatos a Subsídios Comunitários, e a forma de os classificar e aprovar. Porque razão temos de pagar a empresas para elaborarem os processos de candidatura a apoios ( apenas por conhecerem alguém que conhece alguém que avalia os projectos ).

Haveria mais para acrescentar, mas neste momento o que interessa é quem será capaz de nos proporcionar um país melhor?
Na minha opinião seria uma coligação PS com CDS-PP, pois aparentemente poderia juntar algumas das ideias aqui descritas, mas a ver vamos.

Por mim, irei votar em quem ousou mexer em ninhos de vespas. Em quem poderia ter feito bem melhor, em quem tem telhados de vidro, mas que ainda assim revela coragem. Longe de pensar que em quem vou votar partilha com todas as ideias que aqui deixei, mas qual dos políticos partilhará?
Irei votar assim, pois infelizmente, não ligando a partidos, mas sim às pessoas, é no meu entender a melhor escolha.

Quem sabe se qualquer dia não estão a votar em mim.

2 comentários:

  1. Com esse discurso, voto em ti.

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  2. voto em ti apesar de teres esquecido de aumentar a segurança e que os apoios comunitarios sejam direcionados para as empresas e pessoas que realmente precisam e que querem fazer alguma coisa mesmo. Manocas!

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