quinta-feira, 26 de março de 2009

Portugal - Visão Estratégica - 2ª parte – Costa Portuguesa











Seguindo o raciocínio descrito no último post, venho apresentar as ideias para o desenvolvimento turístico do litoral Atlântico Português compreendido entre Lisboa e Sagres e o Litoral Algarvio.

Os projectos que aqui colocaria em marcha teriam como objectivo tornar estas zonas mais apelativas internacionalmente. Os projectos necessitariam da estreita colaboração e apoio das entidades ligadas à protecção ambiental.

Essas entidades, teriam como responsabilidade além da escolha de 2 locais onde seriam construídos recifes artificiais, a forma como seriam construídos. Esses recifes deveriam ser os maiores da Europa e teriam como objectivo, ser considerados um dos 20 melhores locais para a prática de mergulho a nível mundial.


Os recifes artificiais teriam uma área de pelo menos, um hectare cada um e teriam de ser criados, um no espaço compreendido entre Setúbal e Sesimbra e o outro no Algarve, de preferência entre Faro e Vila Real de Sto António (a minha opinião o potencial turístico existente entre Faro e Sagres é maior devido à importância das cidades na história Portuguesa e aos monumentos existentes). Estes locais iriam responder às necessidades dos amantes do mergulho além de permitirem aos turistas, uma diversificação de actividades de lazer. Beneficiariam com estas construções artificiais, as indústrias hoteleiras, restauração, aluguer de embarcações, transportes, etc. O acesso aos recifes seria efectuado apenas por embarcações autorizadas.
O 2º Projecto para o qual seriam chamados os ambientalistas, seria a criação de 2 praias dedicadas à prática do Surf. Os ambientalistas teriam a responsabilidade de escolher duas zonas, cada uma com 400m de frente de mar, onde se alteraria o fundo do mar de forma artificial, de modo a criar as condições perfeitas para a prática do Surf.
Uma das praias seria situada entre a Trafaria e a Praia do Meco (costa virada para o Oceano) a outra seria situada na Costa Alentejana, entre Sines e Vila Nova de Mil Fontes. Com estas condições criadas, poderíamos absorver os milhares de pessoas que procuram os melhores locais no mundo para a prática da modalidade, dinamizando a área hoteleira, restauração e transportes.

Disse há pouco tempo atrás o Sr. Belmiro de Azevedo que na sua opinião, em vez de se fazer uma obra de na casa das dezenas de milhar de milhões de euros?!?!?! Deveriam se executar umas dezenas de obras na casa das centenas de milhões. Eu também concordo, as obras aconteceriam um pouco por todo o lado, criando postos de trabalho em todos os distritos e deixando em cada local, um pólo de atracção capaz de por si só, gerar receitas para a região, assegurando postos de trabalho o ano inteiro, coisa tão rara nesta época em que vivemos.

Bom fim semana a todos e boas ideias.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Portugal - Visão Estratégica - 1ª parte











Depois de ter ouvido várias vezes a publicidade feita ao Fluviário de Mora ( Alentejo ) decidi visitá-lo no inicio de Março.

É um local engraçado, porém fiquei espantado com a dimensão. Achei pequeno. Achei que tinha uma dimensão, quanto muito para um nível distrital. O edifício não está sinalizado como sendo o Fluviário e não apresenta nenhuma arquitectura que torne o edifício por si só, alvo de admiração. Perdeu-se aí uma oportunidade de espantar os visitantes, pelo edifício e pela dimensão.
Um espaço como o existente, sendo uma novidade e único em Portugal deveria ter uma dimensão nacional, que justificasse a deslocação de pessoas de todo o país, o que na minha opinião não acontece.
Não acredito que dobrar a dimensão custasse o dobro do orçamento. O espaço deveria ser completado com um laboratório que permitisse aos investigadores fazer experiências.
Não me interpretem mal, o espaço merece uma visita, porém Portugal perde oportunidades como esta de agir estrategicamente. Se o futuro de Portugal passa pelo turismo então os projectos deveriam ser executados tendo como missão ser verdadeiros pólos de interesse Nacional e Internacional.

Para perceberem melhor o meu ponto de vista em termos de visão estratégica, virada para o turismo, proponho:

Criar de raiz uma SinCity ( Bairro do Pecado ) numa cidade do Alentejo, por exemplo em Beja ( servida por aeródromo/aeroporto e situada num raio inferior ou igual a 150km do Algarve, Espanha, Lisboa ou Tróia ) que vive com desertificação, desemprego e falta de investimento.

Nessa parte nova da cidade (ou ligeiramente afastada dela, como acontece com as zonas industriais) seriam construídos:
Hotéis, motéis, um Casino, Casas de Strip, uma Sala de Espectáculos, Discotecas, Restaurantes, Casas com espectáculos de Sexo ao vivo, clubes de swing, sex shops, um Museu do Sexo e montras onde as prostitutas e prostitutos se pudessem mostrar e oferecer os seus serviços. A cidade seria abrangida por uma lei excepcional que permitiria a legalização da prostituição ( as prostitutas que trabalhassem na cidade, teriam de pagar impostos, passar facturas e ter boletim médico actualizado todos os meses; A fiscalização assegurar-se-ia que as que não usassem preservativos fossem expulsas da cidade ). A Lei seria como a de Barrancos e os touros de morte, excepcional.

A sala de espectáculos teria no seu programa além de peças de teatro, consertos outros espectáculos relacionados com sexo, como por exemplo, “Os monólogos da Vagina”, “Property of the pénis”...etc
A sala teria a possibilidade de que todos os espectáculos fossem ouvidos em português e em inglês ( através de auscultadores e legendas )

O Museu do Sexo teria como exemplo as seguintes secções:
- Didáctica – O sexo como veiculo de reprodução;
- Doenças sexualmente transmissíveis;
- Cultural – O sexo na Índia – Kamasutra:
- O sexo na Roma antiga – Orgias romanas;
- Iconografia – evolução do sexo, desde os desenhos nas cavernas, a desenhos da
idade média, quadros, 1ªs fotografias do sec. XX e sec. XXI
- Secção de roupas, acessórios e fetiches;
- Secção de pornografia ( permitida apenas a maiores de idade)
- Secção do corpo humano – o órgão sexual feminino e o orgasmo;
- o órgão sexual masculino e o orgasmo;

Esta parte da cidade, a Sin City como eu lhe chamo, seria uma mistura da avenida de Las Vegas, com o red district de Amsterdão e Burbon street de Nova Orleans.

Os edifícios teriam de possuir uma arquitectura, especial, única e apelativa.

Ideia inovadora sem dúvida; Polémica? Mais não podia ser.
Potencial turístico? Enooormeee.
E assim nasce um projecto estratégico, virado para o turismo.

terça-feira, 10 de março de 2009

A verdade desportiva no desporto rei

Decorreu hà umas semanas atrás uma reunião do Internacional Board, para discutir as alterações que iriam ser propostas à FIFA de modo a melhorar o espectaculo do futebol.

Lembro-me da introdução de mais dois arbitros auxiliares colocados sobre a linha de fundo e salvo erro a introdução de um chip na bola ( não estou tão certo desta ) e a introdução de um cartão côr de laranja, que expulsava o jogador durante uns minutos, mas as ideias principais resumiam-se a isto.

Pois bem aí vêm as minhas ideias, sempre abertas a debate, e sempre à espera dos comentários de quem lê os meus post, e já são às centenas... queria eu.

1º Introdução do chip na bola, de modo a tornar incontestaveis os lance em que a dúvida se bola entra ou não na baliza permanecem...mas não só...quantos lances perigosos são decorrem de lances em que não se tem a certeza se a bola ultrapassou a linha de fundo, ou as linhas laterais? Também aqui terminariam as dúvidas. Ou então neste caso a bola só seria considerada fora, quando tocasse o solo completamente fora das linhas de jogo. Isto permitiria que, por exemplos, a bola não fosse considerada fora, quando são marcados os cantos em que a bola descreve um arco.

2º Continuando com a existência dos cartões amarelo e vermelho, expulsar o jogador quando cometesse, por exemplo a 6ª falta pessoal.

3º Quando uma equipa atingisse a 20ª falta, seria punida com um pontapé da marca de penalidade, vulgo penalty.

As ideias 2 e 3, ajudariam a terminar com as equipas que vêm os adversários como tendo a canela ( tibia), compreendida entre o tornozelo e o pescoço.

4º Paragem do cornómetro quando o jogo está parado ( bola fora, ou á espera que seja marcada uma qualquer falta ) reduzindo o período de jogo para 30minutos de jogo, mais 5 de compensação em cada parte. O tempode compensação serviria apenas para informar as equipas que o jogo vai acabar dentro de 5 minutos independentemente do local onde está a bola ou quem está a atacar.

5º Terminar com a regra que permite a protecção da bola, desde que a mesma esteja a uma distância jogável ( aquelas protecções de bola que os jogadores fazem, para que a bola saia, sem lhe tocar, e o adversário a querer jogar, complicam-me com o sistema nervoso.

6º Os arbitros terem de dizer que falta foi marcada, de modo a que se ouça no estádio ( à semelhança do que se vê no futebol americano ), de modo a percebermos o que eles inventam, ou o modo como vêm os lances.

7º Ser permitido a cada treinador, a observação de um lance pelas repetições da televisão em cada parte. Os 3 arbitros ( principal e auxiliar, teriam de "julgar" o lance com base nas imagens e venceria a opinião da maioria). Como o tempo está parado, não existe queima de tempo.

8º Relativamente ao preço dos bilhetes, teriam um preço máximo estipulado para cada divisão, com base nos golos do desafio anterior, acrescido de 10€. Por exemplo, para a 1ª divisão, o valor de cada golo seria de 5€. No caso da equipa que joga em casa não ter marcado golos no jogo anterior, o custo do bilhete seria de 10€; Se a equipa tivesse marcado 3 golos, independentemente de ter perdido, empatado ou ganho, o valor do bilhete seria de 10+5+5+5 = 25€.

Na minha opinião as pessoa não se importam de pagar se o espectaculo for bom. É mau é quando os bilhetes são caros, e as equipas jogam para não perder, e se se apanham a ganhar, fazem o possivel para gastar o tempo que resta, sem preocupação com o espectador.

Julgo que estas inovações levariam, mais gente ao futebol, garantiriam melhores espectaculos e uma melhoria na perseguição da verdade desportiva.

Bem hajam e comentem



quinta-feira, 5 de março de 2009

Localização do novo aeroporto de Lisboa




Existe uma coisa que não me sai da cabeça...
Apesar de tantos debates à volta da localização do novo aeroporto de Lisboa, será que não existia uma opção melhor? Mais rápida? Mais barata? Mais eficiente?

Vamos ver o meu raciocinio.
Facto - O aeroporto da Portela, está a atingir o máximo da sua capacidade;
Facto - 25 a 30% do tráfego é feito por companhias Low Cost;
Facto - A previsão é que o tráfego aumente;
Facto - O aumento de trafego origina problemas de segurança para Lisboa, e a capacidade de receber mais voos fica esgotada.

Opção tomada -
Fazer um novo aeroporto que substitua a Portela e que tenha capacidade para crescer;
Fazer obras na Portela, para melhorar a capacidade de resposta até o novo aeroporto estar a funcionar;
Desmantelar o aeroporto da Portela, quando o novo estiver a funcionar;
Vender os terrenos da Portela, para exploração imobiliária;

Minha Opção ( pelo menos até que alguém me explique que é pior, isto é, mais cara, mais problemas de segurança, ...)
- Manter o aeroprto da Portela para companhias de bandeira ( tipo TAP, AirFrance, British )
- Fazer Obras de modernização do aerodromo de Tires ou Ogma ( preferencialmente ) para receber todos os voos de companhias Low Cost;
- Ambos são infraestruturas que já recebem aviões, no caso da Ogma em Alverca que fica paralela ao rio Tejo o problema de Segurança é menor;
- Mudança da Ogma para, por exemplo, Base aerea do Montijo;
- Em termos ambientais, apemas se estaria a incrementar um pouco o impacto ambiental, pois as infraestruturas já existem;
- A Portela ficaria com capacidade para receber, pelo menos os tais 25 a 30%, sendo que a nova infraestrutura receberia todos os Low Cost, com hipotese de receber também os nacionais ( actual terminal 2 da portela ), dando ao aeroporto existente ainda mais capacidade para crescer, não alterando no entanto os niveis que já tem hoje.
- Como se estaria a utilizar uma infraestrutura que já existe, o custo seria menor, pois a dimensão de terraplanagens, pistas, e equipamento tecnológico, poderia ser minimizado pelo aproveitamento que se faria.
- A deslocação das Ogma, claro que traria um sobrecusto, mas 1º teria de se provar que continuam a ser competitivas e viáveis e em 2º a perda do campo de tiro de Alcochete, também terá um custo.
- Como prevejo que se poupasse bastante, avançaria com o metro até ao aeroporto de Lisboa e com a modernização de uma linha ferrea para o novo terminal Low Cost ( quem já foi a Londres - Gatwick sberá do que estou a falar ) ou em ALverca ou em Tires.

Com esta situação, melhorariamos não só a capacidade de receber voos em Lisboa, mas também a rede de transportes publicos, matando 2 coelhos com "3 pancadas" ;) 2 aeroportos e uma nova rede de transportes publicos.