sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Eleições Legislativas 2009 – O meu manifesto











Eleições Legislativas 2009 – O meu manifesto

Relativamente à política, sou apologista de uma ideia, que ouvi o meu pai dizer no meio de uma discussão de café, há uns 20 anos.
O discurso era mais ou menos este:

“ A politica não deve ser levada como o futebol, em que somos de um clube, caso perca ou ganhe, jogue bem ou mal, “engane-se” o arbitro a nosso favor ou não. Em que seremos sempre do mesmo clube, estejam lá os jogadores A, B, ou C, ou o treinador X, Y ou Z.
Na politica, ao sermos assim, clubitas, corremos o risco de apoiar e votar, em cores, em ideologias que até nos parecem bem, mas que na realidade jamais poderão ser colocadas em prática. Corremos também o risco de votar em pessoas que achamos incompetentes e/ou desonestos que, tendo chegado a cabeças de cartaz do nosso clube… perdão… partido, estaremos a eleger para governar as nossas freguesias, câmaras ou país.”

Desde então que sigo esta observação do meu pai, que me permite em cada momento de eleições tomar aquela que acho ser a melhor decisão. Para me ajudar a fundamentar a forma como voto, presto atenção ao que fizeram anteriormente, ao percurso que tiveram, e às ideias que apresentam, dando sempre um desconto no conteúdo devido a serem políticos.

Para evidenciar este pensamento, posso dizer que já votei na CDU, em eleições autárquicas, PS, PSD e CDS-PP em legislativas. O meu voto dependeu sempre de quem esteve à frente de cada partido.

Hoje em dia, identifico-me com o seguinte ( independentemente de ser mais à esquerda ou à direita ):


JUSTIÇA
- Mais e melhor justiça.
Mais rápida, mais pesada para criminosos apanhados em flagrante delito ( roubo, violações). Deportações imediatas de imigrantes que cometam crimes leves e posteriores ao cumprimento de pena no caso de crimes graves. Existência de trabalhos forçados para quem comete crimes graves.
Justiça para todos, sejam eles quem forem (políticos, banqueiros, médicos, advogados, embaixadores, policias). Crimes como os do BPN, BPP, Casa Pia…não podem ficar impunes;

OBRAS PÚBLICAS
- Mais e melhores Obras.
Aeroporto Novo ( ou remodelação/modernização), 3ª travessia do Tejo, Melhores acessos para o interior do país e para o litoral alentejano, mais Hospitais, mais uma ou duas Faculdades de Medicina ( chega de importar médicos, chega de exportar alunos de medicina ); Centrais de produção de energia através de ondas;
- Existência Obrigatória de Concursos Públicos para obras acima de 1.000.000€, mas também rapidez na decisão sobre os processos das Obras ( não faz sentido esperar 20 ou 30 anos pela realização de obras já pensadas pelos nossos avós ).
Existir uma fiscalização activa da gestão de orçamentos de Obras Públicas. Não faz sentido as Obras Públicas, terem invariavelmente aumento de custos de 50% e de vários anos de atraso ( Como seria se fosse assim nas empresas ou em nossas casas ). Alguém anda a ser incompetente (no mínimo) e tem de se alterar esta forma de estar.

CIDADANIA
- Não permitir o desempenho de cargos em empresas públicas, ou com participação
pública de pessoas com cadastro. Pessoas que já tenham sido condenadas, por um
qualquer crime, não podem estar a desempenhar cargos pagos por todos nós.

EDUCAÇÃO
- Professores avaliados ( se não por este método, que seja por outro ). Não é possível deixar de avaliar os professores. Todos os eleitores já foram alunos, e de certeza que se lembram de ter tido professores, sem categoria, sem educação, sem vontade.
- Maior exigência aos alunos. Não digo para a escola voltar ao que era nos anos 60, mas pelo menos ao que era nos anos 80,90, em que um aluno que faltasse muito chumbava, em que um aluno que não soubesse, ler ou escrever chumbava. Não é possível que os professores sejam espancados nas escolas, não é possível que os professores não tenham o respeito dos alunos e vice-versa. Não pode ser possível que um professor tenha de passar um aluno de ano, quando este não atingiu os objectivos.


ECONOMIA, FINANÇAS e SEGURANÇA SOCIAL
- Existir um aumento de impostos de 1% sempre que o valor liquido a receber ( depois do vencimento, prémio, isenções de horários, subsidio de almoço, diuturnidades ) seja superior a 5000€ por mês ( liquido );
- Tornar os valores que políticos em actividade ou não recebem de reforma, paga pelo estado não seja superior a 20 vezes o ordenado mínimo nacional ( ou seja que o máximo de reforma pago pelo estado seja de +-8000€). O objectivo é que estes senhores, não possam receber reforma deste, e daquele e do outro serviço do Estado ( Câmaras, Juntas, Militares, PT, CP, CTT, EDP, REN, Companhia das águas, Televisão, Banco de Portugal, Caixa Geral Depósitos, Institutos…) acumulando reformas enormes, muitas vezes devido a pouquíssimos anos de serviço.
- Permitir a reforma para as classes politicas e outras do mesmo tipo apenas aos 65 anos, seguindo a prática adoptada para a restante população.
- Modificar a forma de atribuição dos Subsídios de Reinserção e Subsídios mínimos, para que seja atribuído de facto a quem dele necessita; Melhorar a fiscalização de quem o recebe. Exigir a quem o receber, que frequente acções de formação, e de trabalho comunitário.
- Existirem 3 tipos de IRC, para taxar as empresas dependendo do ramo de actividade em que trabalham. Empresas e/ou negócios relativos ao Sector Primário, pagariam menos, sendo seguido pelo Sector Secundário e por fim o Sector Terciário;
- Agilizar, o reembolso do IVA;
- Agilizar a forma de apresentar os Projectos candidatos a Subsídios Comunitários, e a forma de os classificar e aprovar. Porque razão temos de pagar a empresas para elaborarem os processos de candidatura a apoios ( apenas por conhecerem alguém que conhece alguém que avalia os projectos ).

Haveria mais para acrescentar, mas neste momento o que interessa é quem será capaz de nos proporcionar um país melhor?
Na minha opinião seria uma coligação PS com CDS-PP, pois aparentemente poderia juntar algumas das ideias aqui descritas, mas a ver vamos.

Por mim, irei votar em quem ousou mexer em ninhos de vespas. Em quem poderia ter feito bem melhor, em quem tem telhados de vidro, mas que ainda assim revela coragem. Longe de pensar que em quem vou votar partilha com todas as ideias que aqui deixei, mas qual dos políticos partilhará?
Irei votar assim, pois infelizmente, não ligando a partidos, mas sim às pessoas, é no meu entender a melhor escolha.

Quem sabe se qualquer dia não estão a votar em mim.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Fazer do Benfica campeão









Já há muitos anos que efectuo um exercício de meio de época futebolística. Eleger jogadores que contrataria para o meu Benfica de modo a tornar a equipa mais forte e equilibrada de época para época.

Desde os tempos do Sá Pinto no Salgueiros que efectuo este exercício, e esse se eu fosse presidente do Sport Lisboa e Benfica, teria passado por lá.
Como todos os anos efectuo este exercício, existem alguns jogadores que nunca chegaram a mostrar talento, porém a maior parte conseguiu fazê-lo, infelizmente fora do Benfica. Lembro-me por exemplo de Delfim ( ex Boavista e ex Sporting), Raul Meireles ( FCP ), Jorginho ( Braga ), Jimmy Hasselbank ( que jogou no Boavista e foi para Inglaterra ) apenas para citar alguns.

Como a minha vida foi evoluindo, o acompanhamento que faço do campeonato já não é o mesmo, e isso nota-se nas escolhas que faço para a época de 2009/10, pois baseia-se em jogadores já experientes em vez de jovens promessas. Aqui estão eles:
Defesa Direito - João Pereira – Braga ( fui daqueles que aprovei a sua saída mas agora parece merecer bem o regresso );
Defesa Esquerdo / Central – Gonçalo Brandão – Siena ( Itália );
Defesa Central – Manuel da Costa – ( Itália ) – ( Fiorentina ??);
Trinco/Médio Defensivo – Pedro Mendes – Glasgow Rangers ( Escócia );
Médio Centro – Ibson ( ex Porto ) a jogar no Brasil;
Médio Centro/Direito – Silas – Belenenses;
Médio Esquerdo – Drenthe ( Holandês - reserva do Real Madrid );
Extremo Direito/Avançado – Jorginho – Braga; Extremo Direito – Eliseu – Málaga (Espanha);
Extremo Direito – Bruno Gama – Setúbal ( apenas se já tiver contrato com o FC Porto);
Avançado – Roland Linz – Braga ( Austríaco );
Quanto a mim faria falta mais um avançado que neste momento não consigo nomear ( era o Orlando Sá, mas esse já foi )

Para poder contratar os jogadores aqui descritos, eis a minha lista de despensas/venda:
Luisão – Defesa Central - Vender; Balboa – Extremo Direito - Vender;
Di Maria – Extremo/Avançado - Vender; Mantorras – Avançado - Dispensar;
Katsoranis ou Yebda – Médio Defensivo ( o que puder tiver o Passe mais elevado ) - Vender
Binya – Médio Defensivo - Vender; Filipe Bastos – Médio – Emprestar ; Moreto – Vender;
Fábio Coentrão – Vender/trocar;

Compra de jogadores estimada em 24M€ - Venda de Jogadores estimada em 20M€.

Quanto aos restante jogadores do actual plantel que não foram referido, manter-se-iam no plantel da próxima época. Não sou nenhum expert, mas sim apenas mais um treinador de bancada, contudo julgo que esta a plantel com que o Benfica ficaria, seria competitivo, mais equilibrado que o actual e com mais jogadores portugueses.

Relativamente ao treinador, também o dispensaria, independentemente da classificação conseguida nesta época. O Quiqué Flores, faz-me lembrar o nosso Primeiro Ministro José Sócrates, tem bom aspecto, fala bem, mas o sumo do seu trabalho é quase inexistente. O Benfica até pode conseguir os seus objectivos até ao final da época, mas neste momento e passados estes meses todos, o Benfica não joga nada, parece uma equipa formada para aqueles jogos de selecções do resto do mundo em que ninguém se conhece. A escolha para treinador, recairia num destes: Jorge Jesus; Carlos Carvalhal; Paul le Guen ( ex Lyon).

E assim traria o meu Glorioso, de volta a Glória.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Programa para televisão – GRANDE CHANCE











Todos nós já gastámos, e vamos gastar na nossa vida centenas de horas a ver televisão.



Parte da nossa bagagem cultural é adquirida pelo que vemos na televisão, pelo que todos os programas que servirem para nos ensinar algo são positivos. A televisão satisfaz também o nosso voeuyarisno camuflado, mas sempre presente. Todos nós já acompanhámos com maior ou menor assiduidade as peripécias que viveram os participantes nos mais diversos Reality Shows, como o Big Brother, a Quinta dos Famosos, Bar da Tv, Survivor ou Ilha da Tentação.
A minha ideia segue o mesmo tipo de programas, mas em que os participante, homens ou mulheres sejam pessoas Sem Abrigo ou desempregados de longa duração.
Os nomes possíveis do programa seriam:
JOHN DOE - O ex Sem abrigo; A ULTIMA CHANCE; GRANDE CHANCE

O recrutamento dos participantes seria efectuado através de entrevistas a vários Sem Abrigo ou Desempregados de modo a saber:
- Quem são; De onde Vêm; Se têm alguma formação; Porque razões estão na rua;
- O que pretendem fazer com a sua vida;
Neste ponto existiria a possibilidade das perguntas serem respondidas com os candidatos ligados a um polígrafo!!

O programa ofereceria aos participantes a GRANDE CHANCE de entrarem num programa de televisão que lhes permitiria abandonar o tipo de vida que levam, através de:
Darem a conhecer-se a si e à sua história; Passarem a ter roupa para vestir; Durante as semanas que estiverem na casa, terem refeições, banhos e um local para dormir; Poderem aprender a fazer algo que permita a saída da rua; Entrar em contacto com familiares e amigos; Mudar de aspecto; Criarem empatia com possíveis empregadores; Poderem ganhar uma determinada quantia em dinheiro por cada semana que permanecerem na casa;
As audiências seriam conseguidas através da satisfação das “necessidades” de voyeurismo dos espectadores em termos de:
O Drama social de cada participante; A transformação física de cada participante;
A transformação social de cada participante; O Drama social associado à expulsão de cada participante e o pós saída; A capacidade de cada participante em:
- respeitar regras; aprender regras sociais;
- aprender acções ligadas a profissões; aproveitar as oportunidades;

Alguns dos marcos mais importantes do programa seriam:
Entrevistas e escolha de participantes; Mudança visual de cada participante;
Dias compostos por provas diversas e acções de formação sobre diversas áreas;

Entre outras actividades e formações que poderiam obter, poderiam estar:
Tirar a carta de condução, ou licença de motorizada durante o programa;
Formação em atendimento ao publico – Hotelaria; Formação relacionada com Segurança Privada; Formação em pintura e escultura; Formação em Artes Circenses; Formação em Informática ( Word, Excell, Autocad, Construção de Paginas Web,…)

No fundo o objectivo seria dar aos participantes, ferramentas sócio-culturais e profissionais que permitissem aos participantes ser capaz de obter um emprego ou realizar tarefas que permitissem serem pagos por as realizarem.

O que acham? Eu veria o programa.

Posso dizer-vos que apresentei esta ideia a produtora do Sr. Piet Hein Bakker e que a resposta foi que nunca seria aprovada devido ao facto de se aproveitar da condição dos Sem Abrigo e que nenhuma produtora iria produzir um programa que se aproveite das pessoas…. E o que é o “momento da verdade” pergunto eu.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ideia de Negócio – Jardins Suspensos da Babilónia







Entre as sete maravilhas do mundo antigo encontravam-se os jardins suspensos da Babilónia, que infelizmente chegaram até nós apenas através de descrições escritas.

Para imaginarmos como seriam, teríamos de imaginar jardins em todas as zonas planas e elevadas que existem numa cidade; Na prática a minha ideia de negócio é muito similar a isto. Imaginem que em cada edifício que tenha terraço comum se construía um jardim privativo para os utilizadores do edifício.

Cada condómino contribuiria com uma determinada quantia que seria acrescida ao valor já pago pelo condomínio, para que uma empresa embelezasse o terraço, com plantas, arvores, flores, bancos de jardim e um escorrega para as crianças.
O condomínio faria um contrato, com a empresa de jardinagem, por exemplo por 3 anos, e esta teria a responsabilidade de o manter bonito e em segurança.

Já imaginaram chegar a casa com filho, depois de o ter ido buscar ao colégio ou a casa dos avós e estar um pouco com ele no jardim do seu prédio. Poder sentar-se a ler o jornal, ou um livro e deixá-lo a brincar no escorrega para depois entrar no elevador e chegar a casa. Sem carros, sem pessoas estranhas junto dos seus filhos.

Nem todos os edifícios que têm terraço dariam para o efeito, mas o aspecto visual que daria à cidade seria lindo. Os arquitectos poderiam aplicar o conceito nas novas construções e nem a ocupação de espaço pelos painéis de energia solar térmica serviriam como desculpa para não fazer o jardim, pois poderiam ser colocados no tecto do que seria uma casa de jardim ou uma estufa. Através dessa casa poderia ter-se um jardim para utilização quer no Verão quer no Inverno.


Elucidados ?? Então precisam-se de velhos do Restelo, para colocarem em campo todas a questões e toda a negatividade de modo a permitirem que todas a arestas vivas da ideia sejam limadas para que ninguém que queira investir, se corte. Depois disso, sócios capitalistas, pessoas com conhecimentos no ramo da construção civil, jardinagem e arquitectos são também bem vindos.

Vamos reconstruir a ideia dos Jardins Suspensos. Ganham os utentes, ganha a cidade (uma nova imagem ), ganham os promotores da ideia.
Para mim, contento-me com uma semana de férias em Nova York para duas pessoas e o prazer de ver uma das minhas ideias concretizada.

Comentem, critiquem e coloquem as dúvidas e ou sugestões. Da minha parte estou ansioso por as comentar.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Portugal - Visão Estratégica - 2ª parte – Costa Portuguesa











Seguindo o raciocínio descrito no último post, venho apresentar as ideias para o desenvolvimento turístico do litoral Atlântico Português compreendido entre Lisboa e Sagres e o Litoral Algarvio.

Os projectos que aqui colocaria em marcha teriam como objectivo tornar estas zonas mais apelativas internacionalmente. Os projectos necessitariam da estreita colaboração e apoio das entidades ligadas à protecção ambiental.

Essas entidades, teriam como responsabilidade além da escolha de 2 locais onde seriam construídos recifes artificiais, a forma como seriam construídos. Esses recifes deveriam ser os maiores da Europa e teriam como objectivo, ser considerados um dos 20 melhores locais para a prática de mergulho a nível mundial.


Os recifes artificiais teriam uma área de pelo menos, um hectare cada um e teriam de ser criados, um no espaço compreendido entre Setúbal e Sesimbra e o outro no Algarve, de preferência entre Faro e Vila Real de Sto António (a minha opinião o potencial turístico existente entre Faro e Sagres é maior devido à importância das cidades na história Portuguesa e aos monumentos existentes). Estes locais iriam responder às necessidades dos amantes do mergulho além de permitirem aos turistas, uma diversificação de actividades de lazer. Beneficiariam com estas construções artificiais, as indústrias hoteleiras, restauração, aluguer de embarcações, transportes, etc. O acesso aos recifes seria efectuado apenas por embarcações autorizadas.
O 2º Projecto para o qual seriam chamados os ambientalistas, seria a criação de 2 praias dedicadas à prática do Surf. Os ambientalistas teriam a responsabilidade de escolher duas zonas, cada uma com 400m de frente de mar, onde se alteraria o fundo do mar de forma artificial, de modo a criar as condições perfeitas para a prática do Surf.
Uma das praias seria situada entre a Trafaria e a Praia do Meco (costa virada para o Oceano) a outra seria situada na Costa Alentejana, entre Sines e Vila Nova de Mil Fontes. Com estas condições criadas, poderíamos absorver os milhares de pessoas que procuram os melhores locais no mundo para a prática da modalidade, dinamizando a área hoteleira, restauração e transportes.

Disse há pouco tempo atrás o Sr. Belmiro de Azevedo que na sua opinião, em vez de se fazer uma obra de na casa das dezenas de milhar de milhões de euros?!?!?! Deveriam se executar umas dezenas de obras na casa das centenas de milhões. Eu também concordo, as obras aconteceriam um pouco por todo o lado, criando postos de trabalho em todos os distritos e deixando em cada local, um pólo de atracção capaz de por si só, gerar receitas para a região, assegurando postos de trabalho o ano inteiro, coisa tão rara nesta época em que vivemos.

Bom fim semana a todos e boas ideias.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Portugal - Visão Estratégica - 1ª parte











Depois de ter ouvido várias vezes a publicidade feita ao Fluviário de Mora ( Alentejo ) decidi visitá-lo no inicio de Março.

É um local engraçado, porém fiquei espantado com a dimensão. Achei pequeno. Achei que tinha uma dimensão, quanto muito para um nível distrital. O edifício não está sinalizado como sendo o Fluviário e não apresenta nenhuma arquitectura que torne o edifício por si só, alvo de admiração. Perdeu-se aí uma oportunidade de espantar os visitantes, pelo edifício e pela dimensão.
Um espaço como o existente, sendo uma novidade e único em Portugal deveria ter uma dimensão nacional, que justificasse a deslocação de pessoas de todo o país, o que na minha opinião não acontece.
Não acredito que dobrar a dimensão custasse o dobro do orçamento. O espaço deveria ser completado com um laboratório que permitisse aos investigadores fazer experiências.
Não me interpretem mal, o espaço merece uma visita, porém Portugal perde oportunidades como esta de agir estrategicamente. Se o futuro de Portugal passa pelo turismo então os projectos deveriam ser executados tendo como missão ser verdadeiros pólos de interesse Nacional e Internacional.

Para perceberem melhor o meu ponto de vista em termos de visão estratégica, virada para o turismo, proponho:

Criar de raiz uma SinCity ( Bairro do Pecado ) numa cidade do Alentejo, por exemplo em Beja ( servida por aeródromo/aeroporto e situada num raio inferior ou igual a 150km do Algarve, Espanha, Lisboa ou Tróia ) que vive com desertificação, desemprego e falta de investimento.

Nessa parte nova da cidade (ou ligeiramente afastada dela, como acontece com as zonas industriais) seriam construídos:
Hotéis, motéis, um Casino, Casas de Strip, uma Sala de Espectáculos, Discotecas, Restaurantes, Casas com espectáculos de Sexo ao vivo, clubes de swing, sex shops, um Museu do Sexo e montras onde as prostitutas e prostitutos se pudessem mostrar e oferecer os seus serviços. A cidade seria abrangida por uma lei excepcional que permitiria a legalização da prostituição ( as prostitutas que trabalhassem na cidade, teriam de pagar impostos, passar facturas e ter boletim médico actualizado todos os meses; A fiscalização assegurar-se-ia que as que não usassem preservativos fossem expulsas da cidade ). A Lei seria como a de Barrancos e os touros de morte, excepcional.

A sala de espectáculos teria no seu programa além de peças de teatro, consertos outros espectáculos relacionados com sexo, como por exemplo, “Os monólogos da Vagina”, “Property of the pénis”...etc
A sala teria a possibilidade de que todos os espectáculos fossem ouvidos em português e em inglês ( através de auscultadores e legendas )

O Museu do Sexo teria como exemplo as seguintes secções:
- Didáctica – O sexo como veiculo de reprodução;
- Doenças sexualmente transmissíveis;
- Cultural – O sexo na Índia – Kamasutra:
- O sexo na Roma antiga – Orgias romanas;
- Iconografia – evolução do sexo, desde os desenhos nas cavernas, a desenhos da
idade média, quadros, 1ªs fotografias do sec. XX e sec. XXI
- Secção de roupas, acessórios e fetiches;
- Secção de pornografia ( permitida apenas a maiores de idade)
- Secção do corpo humano – o órgão sexual feminino e o orgasmo;
- o órgão sexual masculino e o orgasmo;

Esta parte da cidade, a Sin City como eu lhe chamo, seria uma mistura da avenida de Las Vegas, com o red district de Amsterdão e Burbon street de Nova Orleans.

Os edifícios teriam de possuir uma arquitectura, especial, única e apelativa.

Ideia inovadora sem dúvida; Polémica? Mais não podia ser.
Potencial turístico? Enooormeee.
E assim nasce um projecto estratégico, virado para o turismo.

terça-feira, 10 de março de 2009

A verdade desportiva no desporto rei

Decorreu hà umas semanas atrás uma reunião do Internacional Board, para discutir as alterações que iriam ser propostas à FIFA de modo a melhorar o espectaculo do futebol.

Lembro-me da introdução de mais dois arbitros auxiliares colocados sobre a linha de fundo e salvo erro a introdução de um chip na bola ( não estou tão certo desta ) e a introdução de um cartão côr de laranja, que expulsava o jogador durante uns minutos, mas as ideias principais resumiam-se a isto.

Pois bem aí vêm as minhas ideias, sempre abertas a debate, e sempre à espera dos comentários de quem lê os meus post, e já são às centenas... queria eu.

1º Introdução do chip na bola, de modo a tornar incontestaveis os lance em que a dúvida se bola entra ou não na baliza permanecem...mas não só...quantos lances perigosos são decorrem de lances em que não se tem a certeza se a bola ultrapassou a linha de fundo, ou as linhas laterais? Também aqui terminariam as dúvidas. Ou então neste caso a bola só seria considerada fora, quando tocasse o solo completamente fora das linhas de jogo. Isto permitiria que, por exemplos, a bola não fosse considerada fora, quando são marcados os cantos em que a bola descreve um arco.

2º Continuando com a existência dos cartões amarelo e vermelho, expulsar o jogador quando cometesse, por exemplo a 6ª falta pessoal.

3º Quando uma equipa atingisse a 20ª falta, seria punida com um pontapé da marca de penalidade, vulgo penalty.

As ideias 2 e 3, ajudariam a terminar com as equipas que vêm os adversários como tendo a canela ( tibia), compreendida entre o tornozelo e o pescoço.

4º Paragem do cornómetro quando o jogo está parado ( bola fora, ou á espera que seja marcada uma qualquer falta ) reduzindo o período de jogo para 30minutos de jogo, mais 5 de compensação em cada parte. O tempode compensação serviria apenas para informar as equipas que o jogo vai acabar dentro de 5 minutos independentemente do local onde está a bola ou quem está a atacar.

5º Terminar com a regra que permite a protecção da bola, desde que a mesma esteja a uma distância jogável ( aquelas protecções de bola que os jogadores fazem, para que a bola saia, sem lhe tocar, e o adversário a querer jogar, complicam-me com o sistema nervoso.

6º Os arbitros terem de dizer que falta foi marcada, de modo a que se ouça no estádio ( à semelhança do que se vê no futebol americano ), de modo a percebermos o que eles inventam, ou o modo como vêm os lances.

7º Ser permitido a cada treinador, a observação de um lance pelas repetições da televisão em cada parte. Os 3 arbitros ( principal e auxiliar, teriam de "julgar" o lance com base nas imagens e venceria a opinião da maioria). Como o tempo está parado, não existe queima de tempo.

8º Relativamente ao preço dos bilhetes, teriam um preço máximo estipulado para cada divisão, com base nos golos do desafio anterior, acrescido de 10€. Por exemplo, para a 1ª divisão, o valor de cada golo seria de 5€. No caso da equipa que joga em casa não ter marcado golos no jogo anterior, o custo do bilhete seria de 10€; Se a equipa tivesse marcado 3 golos, independentemente de ter perdido, empatado ou ganho, o valor do bilhete seria de 10+5+5+5 = 25€.

Na minha opinião as pessoa não se importam de pagar se o espectaculo for bom. É mau é quando os bilhetes são caros, e as equipas jogam para não perder, e se se apanham a ganhar, fazem o possivel para gastar o tempo que resta, sem preocupação com o espectador.

Julgo que estas inovações levariam, mais gente ao futebol, garantiriam melhores espectaculos e uma melhoria na perseguição da verdade desportiva.

Bem hajam e comentem



quinta-feira, 5 de março de 2009

Localização do novo aeroporto de Lisboa




Existe uma coisa que não me sai da cabeça...
Apesar de tantos debates à volta da localização do novo aeroporto de Lisboa, será que não existia uma opção melhor? Mais rápida? Mais barata? Mais eficiente?

Vamos ver o meu raciocinio.
Facto - O aeroporto da Portela, está a atingir o máximo da sua capacidade;
Facto - 25 a 30% do tráfego é feito por companhias Low Cost;
Facto - A previsão é que o tráfego aumente;
Facto - O aumento de trafego origina problemas de segurança para Lisboa, e a capacidade de receber mais voos fica esgotada.

Opção tomada -
Fazer um novo aeroporto que substitua a Portela e que tenha capacidade para crescer;
Fazer obras na Portela, para melhorar a capacidade de resposta até o novo aeroporto estar a funcionar;
Desmantelar o aeroporto da Portela, quando o novo estiver a funcionar;
Vender os terrenos da Portela, para exploração imobiliária;

Minha Opção ( pelo menos até que alguém me explique que é pior, isto é, mais cara, mais problemas de segurança, ...)
- Manter o aeroprto da Portela para companhias de bandeira ( tipo TAP, AirFrance, British )
- Fazer Obras de modernização do aerodromo de Tires ou Ogma ( preferencialmente ) para receber todos os voos de companhias Low Cost;
- Ambos são infraestruturas que já recebem aviões, no caso da Ogma em Alverca que fica paralela ao rio Tejo o problema de Segurança é menor;
- Mudança da Ogma para, por exemplo, Base aerea do Montijo;
- Em termos ambientais, apemas se estaria a incrementar um pouco o impacto ambiental, pois as infraestruturas já existem;
- A Portela ficaria com capacidade para receber, pelo menos os tais 25 a 30%, sendo que a nova infraestrutura receberia todos os Low Cost, com hipotese de receber também os nacionais ( actual terminal 2 da portela ), dando ao aeroporto existente ainda mais capacidade para crescer, não alterando no entanto os niveis que já tem hoje.
- Como se estaria a utilizar uma infraestrutura que já existe, o custo seria menor, pois a dimensão de terraplanagens, pistas, e equipamento tecnológico, poderia ser minimizado pelo aproveitamento que se faria.
- A deslocação das Ogma, claro que traria um sobrecusto, mas 1º teria de se provar que continuam a ser competitivas e viáveis e em 2º a perda do campo de tiro de Alcochete, também terá um custo.
- Como prevejo que se poupasse bastante, avançaria com o metro até ao aeroporto de Lisboa e com a modernização de uma linha ferrea para o novo terminal Low Cost ( quem já foi a Londres - Gatwick sberá do que estou a falar ) ou em ALverca ou em Tires.

Com esta situação, melhorariamos não só a capacidade de receber voos em Lisboa, mas também a rede de transportes publicos, matando 2 coelhos com "3 pancadas" ;) 2 aeroportos e uma nova rede de transportes publicos.